É fumo que sai. Respiro. Dou mais um trago. Volto a tragar. Oiço o som descontinuado - como descompasso tambem - e descontraido da Beth Gibbons, sempre presente. Nunca ninguem me disse o que a verdade devia ser, mas disseram-me uma coisa "tem cuidado com os novelos, quando damos por nós nem nos mexemos, de tão enleados que estamos". A culpa é minha, eu sei, por me continuar a mexer e a envolver cada vez mais nele. Fazem-me sentido todos os sons agrestes, cada passagem. A nossa abertura é sempre maior para a vida conforme passa o tempo, e a minha é enorme. Vejo, com clareza, a minha inegavel maneira de absorver momentos e pessoas. Sorrio. Não, não podes decidir por mim. A porta esta fechada e tu não tens chave. Parabenizo quem se opõe à minha identidade, quem de mim difere, pois parece resultar tão bem não ter uma espinha dorsal. As coisas tendem a ser mais faceis assim.. Isto nunca foi a luta dos mais fortes, quando eu não sou bicho, mas sim a paisagem. E a estação já está a mudar.
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