20110320

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Tenho um amigo. Quase um pai. Alguém que soube ver ao inicio o que tantas falharam em aperceberem-se com os anos. "Não é tu que sejas velha" - disse ele - "que não és. Obviamente. Tu és uma miúda, olha bem para ti! Mas o teu olhar, Patricia, é o de uma pessoa que já viveu. Já sofreu, já amou, já perdeu, já chorou.. Percebes??" Sim. Luís, eu entendo. Alias, é com quase choque que finalmente encontro em ti a visão completa, desperdiçada por outras, do que sou. Nada mais e nada menos do que humana. Quisera eu encontrar alguém que soubesse, não só -lo mas também, admiti-lo nela mesma. Manejá-lo, ao fim ao cabo. Saber o que fazer com ele! Um acto de humanidade.

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