20130318

62

Hoje foi como se o próprio destino se tivesse agrupado em palavras dentro da tua boca, meu amigo. Tomando posse de ti e de todos os teus ossos e musculos, numa união de todo o teu ser e do que te faz seres tu mesmo. Ao fim ao cabo, a tua identidade por momentos posta de parte. Perguntei-te quase afirmativamente
'vamos lá na segunda?!'
'... vamos lá para quê??..', formulas-te tu, meu caro, como se para me dizeres que de nada me vale prestar a minha presença a quem não me quer ver mais. Por mais batalhas ganhas, e por mais que hão de vir, nada do que eu possa fazer agora apagará o passado e certamente não mudará a mentalidade alheia. Fizemos um breve silencio. Penso muitas vezes que tudo mudaria se ela constatasse a verdade, mas tal não passa de um pensamento ingénuo. Todos as pessoas tem a sua própria noção da verdade. E a minha está a ver quem passa, deitada num banco de jardim.