20101228

9

Perseguição, é aí que tudo se inicia. A minha atenção, cativa. Tens agora o dom de a prender. Enjaulada a atenção, roubas-me a pouco e pouco os sentidos. Toma-los. Não os quero. Prefiro entregar-me toda ao deleite. Jogamos, nesta condição de prisioneiros, ao jogo do nada-quero. Mascaramos sensações e frases no intuito de mais tarde tirar proveito. Marcamos o pecado para outro dia e alicia-mo-nos a voltar nunca partindo. Atenta. Desperta. Quase que toco o momento fugaz. Tu vens ao meu centro em gemidos surdos e eu salivo em resposta muda. Nada mais perfeito do que o total desencontro de nós as duas. Ou terias a audacia de o tentar?! Duvido. Até lá vou-te pagando para me entreteres.

20101221

8

Ainda. És uma das poucas boas coisas que a vida me proporciona. Condicionada. Sempre. Inquestionavelmente querida, todavia... Obrigado eu.

Turn the lights down
Rest your case
Leave me lonely, sugar
This honeymoon is alright
State your rights lightly
Leave your wicked minds outside
Time has come, to rest these tired eyes
Forever on, these sacred given vows will sit around by me
They're stronger than anything, than anything

Night is alright
Night is okay
Inside your arms the right fire
God forbid, we'll get ourselves burned!
Heroes and saints, better stand by our side now
By our side

Reason says -
Please don't break,
Fortune is the way it swings
Surely we'll get by.
The reason lives, and whenever I preach
Deep within, these promises fade.
For lullaby song on these nights of ours
Place our bets in here
To be stronger than anything
Than anything

Night is alright
Night is okay
Inside your arms the right fire
God forbid, we'll get ourselves burned!
Heroes and saints, better stand by our side now

Night is alright
Night is okay
Inside your arms the right fire
God forbid, we'll get ourselves burned!
Heroes and saints stand by our side now

Night is alright
Night is okay
Inside your arms the right fire
God forbid, we'll get ourselves burned!
Heroes and saints stand by our side now

On these lonely nights of ours..

20101219

7

Ve-mo-nos. Entrelaçam-se os olhares. O teu no meu. E logo começa a conversa banal. Tempo e trivialidades. Promessas. Muitas. Desfaço o dialogo. Aconcelho-te a partir, pois o teu lugar já não é aqui. "Temos de beber café!". Sim... Quando? Não sei. Partes. Eu parto tambem. Ficas-me sempre na maldita retina. Como marca-de-agua, retens a tua imagem para mal dos meus pecados. Ainda te vejo onde quer que vá.. e não é que hoje estavas mesmo la? De nada valem estes escritos de quem já nada dá. Sabes, acho-nos tristes e desperdiçadas...

20101216

6

Perco-me sempre nessa cor que não é nem carne nem peixe. Não me agrada que me apanhes a olhar-te nos olhos, mas a vontade é maior. Olho então. Deixo de olhar. Olho novamente. Apanhas-me! E ai, que fazer? Impotente, vejo galopar por mim a fora as palavras mais brutas que conheço. Sabes, não gosto que me apanhem na fraqueza de te admirar. E se um dia tu percebesses?! Morreria. Certamente por tuas mãos.

20101215

5

Deslavo os dias a pensar em como te animar, apenas para mais tarde entender que não precisavas de animação, simplesmente já não me vias da mesma forma. A alegria desencontrada de quando bates os olhos em mim, torna toda esta interactividade que agora sinto perdida num momento frustrado de sabor ensosso. Gostava de rodar o relogio para o verão das possibilidades que não tornei reais, se por culpa se por medo, mas isso é impossivel. Ainda sonho em tomar-te para mim e beber-te até nos saciar. E como precisamos! Fala-me das cantigas que tenho de aprender para te dar a volta..

20101214

4

Fosses tu tudo aquilo que prometias e não estariamos agora, frente a frente, no café sem nada que dizer. Olhas mas não entendes. Falo mas não ouves. Quando crescemos a pensar em ser adultos ninguem nos explica o quão dificil vai ser a pronunciação das mais simples das palavras. As minhas palavras de afecto tornaram-se então O Cumulo, uma especie de perda gramatical. Iludo-me. Sequer palavras senão sussurros do que pretendia dizer. Tornámo-nos banais, sabias? Já discutimos como se fossemos o que nunca sequer começámos.

3

Tu estas livre e eu estou livre
E há uma noite para passar
Porque não vamos unidos
Porque não vamos ficar
Na aventura dos sentidos

Tu estás só e eu mais só estou
Que tu tens o meu olhar
Tens a minha mão aberta
À espera de se fechar
Nessa tua mão deserta

Vem que o amor
Não é o tempo
Nem é o tempo
Que o faz
Vem que o amor
É o momento
Em que eu me dou
Em que te dás

Tu que buscas companhia
E eu que busco quem quiser
Ser o fim desta energia
Ser um corpo de prazer
Ser o fim de mais um dia

Tu continuas à espera
Do melhor que já não vem
E a esperança foi encontrada
Antes de ti por alguém
E eu sou melhor que nada