20101216

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Perco-me sempre nessa cor que não é nem carne nem peixe. Não me agrada que me apanhes a olhar-te nos olhos, mas a vontade é maior. Olho então. Deixo de olhar. Olho novamente. Apanhas-me! E ai, que fazer? Impotente, vejo galopar por mim a fora as palavras mais brutas que conheço. Sabes, não gosto que me apanhem na fraqueza de te admirar. E se um dia tu percebesses?! Morreria. Certamente por tuas mãos.

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