20110222

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Ha um vicio implicito na arte de te beijar. Como se mais nada importasse. Como se, a pouco e pouco, cada coisa e cada som fossem desaparecendo gradualmente. Estamos a sós. Acolhes-me em ti e para ti. Eu sigo o fluxo natural e deixo-me levar. Vicias-me. Não me debato, entrego-me à carnificina! O teu olhar revela ganas de mais um beijo. Sedutor, rouba-mo. Não tenho armas. O teu sorriso leva o resto. Tudo o que posso fazer é ficar aqui, nos teus braços. Fechas os olhos de cansaço e aprecias o momento. Eu solto um rir, meio rouco, e deixo-me aterrar.

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