São conversas, livres de hipocrisias e arrependimentos. Em paisagens confortaveis de bares com guitarras de cordas cruas, o barulho das bolas de bilhar e nuvens de tabaco. É esta a imagem que ambiciono enquanto a realidade me atormenta. À minha frente repousam duas chavenas de cafe, comodamente enquadradas na passagem de dia em que estamos. A musica soa-me um pouco curriqueira, o barulho envolvente implica o arrastar de uma cadeira proxima. Não fumo, falta a oportunidade e o calor do exterior. Somos apenas passageiras da viagem a que nos habilitamos. O tempo corre. Com a rapidez de uma brisa desigual retornamos ao ponto de partida. Acabou e eu sigo. Mas poderei voltar quando quiseres..
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