Subi para a mota e disse-te “Anda.
Levo-te a casa...”, não querias mas aceitaste. Foi então.
Subiste para a mota e abraçaste-me. Como antes. Com surpresa. Como
se nada se tivesse passado e tivesses simplesmente muitas saudades
minhas por não me veres à mais de um grande dia de distancia. Senti
os teus braços a envolverem-me e a tua cabeça a descansar no meu
ombro direito. Assim ficámos por uns momentos. Suspiraste. Tens uma
maneira simples de traduzir a palavra perfeição em gestos que me
tocam. Podia ali ficar o resto na noite, só eu e tu e o teu abraço
mas não aconteceu. Arranquei. Fugimos. Acordei. Não sei se te sonho
mais do que já foste ou se simplesmente relembro a pessoa que queres
esconder do mundo. Mas soubesses tu que te sonho, que te vejo, que te
cheiro.. e que acima de tudo te escuto a ti e ao teu silencio.
Sem comentários:
Enviar um comentário