20130215

... e 60


Subi para a mota e disse-te “Anda. Levo-te a casa...”, não querias mas aceitaste. Foi então. Subiste para a mota e abraçaste-me. Como antes. Com surpresa. Como se nada se tivesse passado e tivesses simplesmente muitas saudades minhas por não me veres à mais de um grande dia de distancia. Senti os teus braços a envolverem-me e a tua cabeça a descansar no meu ombro direito. Assim ficámos por uns momentos. Suspiraste. Tens uma maneira simples de traduzir a palavra perfeição em gestos que me tocam. Podia ali ficar o resto na noite, só eu e tu e o teu abraço mas não aconteceu. Arranquei. Fugimos. Acordei. Não sei se te sonho mais do que já foste ou se simplesmente relembro a pessoa que queres esconder do mundo. Mas soubesses tu que te sonho, que te vejo, que te cheiro.. e que acima de tudo te escuto a ti e ao teu silencio.

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