20130225

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Somos chamados à razão. A realização do momento, o certo, o derradeiro, insinua-se perante nós. Dentro de nós. E é aí! Deixamos de tentar ser e simplesmente transformamo-nos. Em jeito de metamorfose largamos o nosso antigo eu e mudamos. Um desapego inconsciente, é claro, de tudo o que nos foi querido e precioso até então. Dá lugar a um surto de adrenalina para o desconhecido, como se a sede que toda aquela novidade trás não conseguisse ser consolada. Doí mudar, mas doí mais conformarmo-nos com pouco, sendo que o pouco é um pouco de nada. Por isso mudamos, corremos, batemos, gritamos, lutamos e no fundo evoluímos, mesmo que todo esse esforço não nos faça ir a lado algum, porque no fundo, e a verdade inquestionável, é que parar é morrer. Os vencedores re-inventam-se, renascem a cada obstáculo.

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