Estou cansada. Dentro desta cidade, mãe ausente, dos meus momentos mais secretos, me encontro debaixo das luzes amarelo-torradas dos candeeiros nocturnos. Porque será que quero tanto fugir. Fugir.. Fugir desta pessoa que sou, com tanta força? No final de contas penso que acabo por perceber que é (que sou) inevitável! Eu sou assim. E que assim serei. E se não me aceitar verdadeiramente, como poderiam outras faze-lo?! Na verdade, serei sempre assim, inevitavelmente relaxada, longe dos objectivos de vida de tantas outras. E tantas foram. Estou cansada de te procurar em todas e constatar, a triste realidade, que não és. O 'tu' que desejo nem sei se existe ou se se revelará em alguma altura. Por isso vou ficando. Definhando. Passando. Correndo kilometros. Conduzindo asfaltos. E as luzes amarelo-torradas dos candeeiros de rua são as minhas testemunhas. E o frio é o meu cobertor. E tu és a minha essência perdida. E eu?! Sou tua! E nem sequer te conheço..
2 comentários:
às vezes basta deixar de procurar para encontrar...
pois era bom que assim fosse.. na simplicidade duma acção. *puff*. e tudo se resumeria à doçura do momento. O acto de encontrar.
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