Hoje senti o passar do tempo correr por nós. Num ápice. Como se, simplesmente, todos estes anos de distancia me tivessem caído na consciência. Somente hoje. Naquele momento. Falámos, como outrora, naquele mesmo banco que tantas vezes nos ouviu, a nós e às nossas conversas, ora intensas ora amenas. Falávamos barbaridades do dia-a-dia, do alheio, de nós, das nossas vidas de hoje em dia e de como as levamos para a frente, ou ao menos não para trás. Tudo me pareceu, um tanto ou quanto finito, toda aquela conversa. É engraçado senti-lo, no mínimo: Como tudo o que fazemos para sermos felizes nos leva para longe do felizes que fomos um dia e de como isso é bom. Ir embora dos sentimentos demasiado grandes, sufocantes. Foram momentos que demoraram. Demoraram para desaparecer e hoje são apenas lugares vazios numa estante. São livros que desapareceram com o passar dos anos, quis Deus fazê-lo por bem, e gradualmente, como se de memorias se tratassem. Aos poucos foste assim tornando-te mais fraca em mim. Primeiro a admiração, o orgulhos, o brio com que te via. Depois o carinho, o amor. A seguir passou a uma amizade temperada numa abundância de ausências. E hoje, somos conhecidas. Só. E sabes que mais, não encontro razões para estares presente na minha vida se na verdade nunca o foste. Presente.. Nunca quis algo deslavado como a nossa pseudo-amizade tem sido. Não me tem sabido bem. Entristeces-me, por agires de acordo com quem és. Mas se eu quero ser feliz, isso passa por não te ver. Entendo, por fim, que nos tornámos em meras conhecidas.. e conhecidas, há muitas.
1 comentário:
verdade!
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