Não sei bem como me pus nesta situação, mas hoje dei por mim a passear pelas ruas desertas de Lisboa. Não as adjacentes, mas as que realmente retratam os contornos da nossa nação. O espirito da capital esculpido nos cantos dos predios pombalinos que rasgam o ceu até tocarem nas estrelas. Andei. Andei muito. Quilometros de chuva traiçoeira, que nem chove nem deixa chuver. Pensei em tanto. Em mim e nos "tu"'s que fui conhecendo. As facetas desta vida deixam-me preplexa, no sentido em que cada vez mais me arrependo de tudo o que fiz, e em especial do que não fiz, do que não disse e, certamente, do que não vivi. Vidas perfeitas aparte, sei, hoje, o preço da minha independencia. Foste tu. Um "tu" que já não volta pois tambem o meu "eu", mais feliz, ficou num passado mais que perfeito.
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