Sempre, enquanto te tive, me pareceu estar na crista da onda. Vertice desafiante de um querer maior que a minha propria vontade, e em muito superior à minha auto-estima. Do topo da onda olhava receosa para baixo. A espuma, infinitamente mais abaixo, fazia-me tremer de medo e a antecipação da queda agoniava-me. Não me posso é esqueçer que de lá de cima, por muito pior que fosse a queda, senti o vento na cara e o sol meigo que aloirava a pele. Ao mesmo tempo reconfortante, dizias que tudo ia correr bem. Fechei os olhos e surfei a crista da onda como ninguem. Mais tarde cai..
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